Aqueles sinais, lá em cima, não podem ser de homens !
Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho toda noite que, certa vez, o rico chefe de uma grande caravana de que fazia parte chamou-o à sua presença e lhe perguntou:
– Por que oras com tanta fé ? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
O crente fiel respondeu :
Grande senhor, conheço a existência de nosso Pai Celeste pelos sinais dele.
– Como assim ? – indagou o chefe, admirado. O servo humilde explicou :
Quando o senhor recebe uma carta de pessoa (ausente), como reconhece quem a escreveu ?
– Pela letra
– Quando o senhor recebe uma joia, como é que se informa sobre o autor dela ?
– Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou : Continue lendo.

uma vez, um escritor, que morava em uma tranquila praia próxima a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs, ele caminhava à beira do mar para se inspirar. À tarde, renovado de ideias, ficava em sua casa escrevendo. Certo dia, na praia como de costume, ele viu um vulto, distante, que parecia dançar. Curioso, aproximou-se e reparou que se tratava de um jovem que recolhia as estrelas-do-mar da areia, uma por uma, para devolver ao oceano. Não se conteve e perguntou: ” Por que está fazendo isso? “. 